Sábado, 27 de Junho de 2009

Visita ao escritório Adaptive path


Em minha visita de 2 semanas a San Francisco, tive a oportunidade de conhecer o escritório da Adaptive Path, após 4 longos dias de cursos no UX intensive, juntamos um pessoal do curso e fomos até o escritório para conhecer o local de trabalho deles.
Eis que me deparo com J.J Garret em pessoa tirando umas fotos por lá, então aproveitei a oportunidade para tirar uma foto também.
Foi bem interessante, eles abriram o escritório para visitas, na verdade haviam diversos escritórios abertos na cidade pois fazia parte da semana de design que estava acontecendo em San Francisco, além do UX intensive acontecia também um evento do DMI (Design Management Institute) no qual J.J Garret estava participando, junto com outras feras como Tim Brown CEO da IDEO.
O escritório estava como após um dia de trabalho, não fizera, questão de esconder e nem de arrumar nada, um ambiente de trabalho bem descontraído e que nada lembra um escritório formal de negócios. Tem 2 andares, poucas paredes, muitos quadros, sticks (ou post its aqui pra nós), modelos de processos mentais, design research, mapas de arquiteturas, tudo isso exposto nas paredes e nas mesas.

É interessante ver como eles trabalham muito com o visual mesmo em etapas de concepção e estruturação de modelos mentais e personas. Tudo vira papel e é pregado nos quadros ou então é desenhado em algum lugar. Poucas são as coisas que ficam somente em texto.


Tivemos acesso também a documentação de projetos antigos onde pudemos analisar sem pressa como é desenvolvido o material desde a pesquisa do design até a prototipação. Vimos todo este processo nos 4 dias do user experience intensivo e fio muito bom para vermos que tudo que vimos nas aulas é realmente o que eles utilizam no dia a dia, inclusive alguns dos materiais mostrados durante o curso, ainda estavam expostos nas paredes do escritório.
Durante a visita que durou aproximadamente 2 horas, foram servidas cervejas a vontade, balas, salgadinhos e refrigerantes.
Foi um oportunidade ímpar conhecer um ambiente de trabalho onde se respira experiência do usuário em todos ambientes.

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Eu defendo Nielsen

Já faz um bom tempo que venho acompanhando e vendo diversas pessoas (geralmente arquitetos de informação) dizendo que Jakob Nielsen não presta, ou que sua visão é antiquada ou que suas idéias morreram ou não servem mais perante a web que encontramos hoje em dia.

Tudo besteira.

Ele foi e ainda é uma referência para todos os profissionais da área.Fico triste em ver que pessoas que estão no mercado de AI a menos de 4 anos e é a maioria segundo as pesquisas do Guilhermo Reis (56%) difundirem com tanta propriedade que os dias de Jakob estão contados.

Digo isto principalmente pelo fato da grande maioria, nem sequer realizar testes de usabilidade com usuários para entender de fato quais são os problemas por eles enfrentados. Muitos trabalham com sites específicos, hotsites ou sites que não apresentam acesso em massa como um internet banking por exemplo.

As mesmas pesquisas do Guilhermo Reis mostram que menos de 25% dos arquitetos que responderam a pesquisa, tem como prática o teste de usabilidade. Por isso acho que é necessário que estas pessoas tenham um pouco mais de cuidado ao disparar inverdades sem conhecimento de causa.


A diferença entre o conhecimento e a prática do teste de usabilidade apontada no estudo mostra o quão infundado são estes argumentos.
Aproximadamente 23% dos entrevistados tem como prática o teste de usabilidade, ou seja, não conhecem de fato o comportamento do usuário, apenas fazem conjecturas de como ele deve se comportar em determinados sites. (não tiro o mérito das análises de personas e outros métodos para conhecer os usuários).

Posso afirmar com conhecimento de causa que os problemas enfrentados pelos internautas brasileiros ainda são os básicos, muitos deles apontados no famoso 'Projetando Webisites' (Jakob Nilsen 2000).
Mesmo após 9 anos de sua publicação original o nosso público ainda sente as dificuldades encontradas nos primórdios da web comercial aqui no Brasil.
Muitos ignoram o fato de termos uma classe C e D emergentes que passam agora a ter acesso a internet. Talvez muitos ignorem que existe por exemplo um movimento forte de bancarização desta classe emergente (65% da população brasileira não é bancarizada, revista CIAB ed.97) e que pra eles as dificuldades ainda são aquelas de 2000, as básicas.
Tento não ser grosseiro aqui, mas tenho me indignado com os achismos, diante dos números que apresento.
O profissional mais antigo de usabilidade( e digo em tempo de trabalho) aqui no Brasil que conheço, trabalha com isso a 10 anos. Vejam bem somente 10 anos! Não é como um engenheiro ou um dentista que tem tradição de gerações realizando um trabalho.
Não gosto de prepotência, passei dos 30 e acho que os mais jovens devem beber na mesma fonte que os mais velhos ao invés de achar que o conhecimento deles é antigo demais para ser usado hoje.
É preciso entender que as necessidades de usabilidade no Brasil não são as mesma que nos E.U.A, estamos anos luz atrás do conhecimento destas pessoas que só fazem isso a décadas. Os nossos usuários estão da mesma maneira a anos luz dos usuários de internet dos E.U.A.

Digo isso tudo pois sou um peixe fora d'agua dentro das estatísticas apresentas pelo Guilhermo Reis. trabalho em uma consultoria onde o nosso único foco são testes de usabilidade. Testar interfaces em laboratótio faz parte do meu dia a dia e afirmo com propriedade, Nielsen não morreu pra usabilidade, a cada 2 ou 3 anos recebemos novos livros, releases que norteiam os acontecimentos que estão por chegar aqui no Brasil, com uns 10 anos de atraso.... mas que chega, isso chega.

The Research-Based Web Design & Usability Guidelines

Desenvolvido pela U.S. Department of Health and Human Services apresenta em um livro 209 diretrizes para o desenvolvimento de sites.
Não li ainda mas terminei o download (160mb) para ler depois.
Parece ser um material interessante, segue aqui uma parte do texto de intridução do livro.
No linké possível fazer o download do material completo.
Abs.

The Research-Based Web Design & Usability Guidelines (Guidelines) were developed by the U.S. Department of Health and Human Services (HHS), in partnership with the U.S. General Services Administration. This new edition of the Guidelines updates the original set of 187 guidelines, and adds 22 new ones. Many of the guidelines were edited, and numerous new references have been added. There are now 209 guidelines.The Guidelines were developed to assist those involved in the creation of Web sites to base their decisions on the most current and best available evidence. The Guidelines are particularly relevant to the design of information-oriented sites, but can be applied across the wide spectrum of Web

Link http://www.usability.gov/pdfs/guidelines.html#2

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Review - Measuring usabilty projects


Há algum tempo trabalhando com usabilidade sempre me deparo com a pergunta: Como medir efetivamente a experiência do usuário.
Achei este livro na amazon e logo paguei um frete absurso só para não ter que esperar os 30 dias para começar a ler logo o livro. Eis então que me deparei com um livro complexo mas muito interessante.
O livro aborda diversos aspectos de interação entre homem e máquina e apresenta várias formas de medir o desempenho do design. Não é algo simples pois apresenta conceitos um pouco complexos de estatística como intervalos de confiança e intervalos de confiança binomial o que requer no mínimo algumas horas extras de estudo de estatística caso você queira realmente entender o que está fazendo.
No meu caso como não gosto de fazer algo que não sei como funciona ou para que serve, tenho dedicado algum tempo para estudos básicos estatísticos como os ditos intervalos, probabilidades, binomios e cruzamento de resultados.
Se você não é estatístico o livro pode ser um pouco confuso e será necessário ler trechos, parar, estudar o assunto estatístico em questão e depois voltar para o livro, mas ele sem dúvida irá te dar uma outra visão sobre como medir resultados em usabilidade.
Importante dizer que aqui você aprende a apresentar resultados que servem sim como dados estatísticos para a empresa, mas o problema é que poucas fazem teste de usabilidade e sempre com número reduzidode entrevistados . E para se obter um intervalo estatístico confiável (confidence interval ou intervalo de confiança) é necessário uma massa crítica grande (quanto mais gente testada melhor).
Vou dar um exemplo básico.
Se em um teste foram testadas 10 pessoas em uma tarefa e 6 terminaram com êxito, isso significa 60% de sucesso na tarefa.
Mas como saber se ao testar 1.000 pessoas, 600 terão sucesso?
Aí é que entra o tal intervalo de confiança, que é uma medida que irá dizer o quão confiável é o seu 60% de acerto quando testarmos a mesma tarefa com mais pessoas.
O resultado do cálculo do intervalo de confiança te trará um número Ex: +/-28%.
Ou seja, Existe entre 32% (60-28) e 88% (60+28) de chance de os seus entrevistados terem êxito naquela tarefa.
Quanto maior for o número de pessoas testadas, menor é esse intervalo de confiança o que torna os dados muito mais precisos.
Exemplo 2 :
Se em um teste foram testadas 1000 pessoas em uma tarefa e 600 terminaram com êxito, isso significa 60% de sucesso na tarefa.
O resultado do cálculo do intervalo de confiança desta amostra te trará um número Ex: +/-2,8%.
Ou seja, Existe entre 57,2% (60-2,8) e 62,8% (60+2,8) de chance de os seus entrevistados terem êxito naquela tarefa.
Com isso conseguimos trazer um dados estatístico real para a empresa. Dizer com certeza que entre 57 e 62% da pessoas que realizarem aquela tarefa terão êxito, se não é um dado extremamente preciso é pelo menos uma idéia (ainda não me a costumei com o novo português!) palpável de taxa de aproveitamento de determinada tarefa.
Bom, o livro apresenta diversas outras técnicas que somadas exibem números reais e interessantes.
Até a próxima!

Primeiro curso e algumas lembranças

Recentemente achei meu primeiro diploma em cursos de computação. Data de 1992 e era um curso para aprender MS-DOS 2.1 ou algo semelhante. Eu tinha 14 anos na época e como minha mãe dizia "... era muito engraçado ver você filho, saindo daquela sala conversando com homens de terno e gravata e você com sua pastinha na mão...".
Mas ali eu comecei meu interesse por informática e que me acompanha até hoje, sempre estudando e aprendendo. Já passei por todas as áreas da informática montagem de micro computadores no tempo em que era necessário configurar IRQ e DMA channel no jumper;

pela configuração de acesso a internet, quando um modem US Robotics de 56K era o máximo em tecnologia aqui pra nós no Brasil;

pela configuração de internet em 1999 no UOL, quando eles ainda pagavam bem um analista helpdesk com conhecimentos em internet, coisa difícil de encontrar na época, a internet ainda era discada.

Foi lá que tive meus primeiros contatos com HTML, até então meu sonho era trabalhar com 3D, quase me matriculei no curso da Silicom graphics no Brasil. Trabalhei desenvolvendo peças em 3D para pequenos clientes, geralmente incorporando esse material aos sites que eu comecei a fazer, alguns voluntariamente só para aprender.

Foi em um desses cursos em meados de 2002 que ouvi falar de usabilidade pela primeira vez. Um curso no SENAC de web publisher professional. Não lembro o nome do professor mas lembro dele com o livro do Nielsen 'Projentando websites' na mão e dizendo:
- Se vocês querem fazer site então vocês tem que ler isso aqui.
E apontava para o livro.

Ainda não tinha idéia do que era usabilidade e muito menos que viria a trabalhar especificamente com usabilidade para websites e sistemas alguns anos depois.

Passados alguns bons anos de estudo em diversas áreas de conhecimento relacionados a informática (fiz 2 anos e meio de Ciencia da computação no Mackenzie e mais 1 ano de Design digital no SENAC) vejo que todos os cursos que fiz no passado me servem hoje, mesmo aqueles pontuais como AUTOCAD e Excelência em atendimento help desk, fazem com que hoje eu seja capaz de analisar uma situação por diversos ângulos.

Hoje sou consultor de usabilidade, mas antes de tudo sou um entusiasta da web, gosto de conhecer coisas novas, de testar coisas novas, novos softwares, novas ferramentas. Afinal quase tudo que aprendi de informática, por mais que eu tenha feito mais de uma dezena de cursos, foi na internet, quebrando a cabeça e resolvendo problemas sozinho.
Ou como eu costumava dizer quando ainda era pequeno e minha mãe precisava de alguma coisa no computador mas que ela não sabia mexer, e nem eu.

" Calma mãe.... isso é um problema entre eu e o computador.... deixa que eu resolvo".

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

UX Intensive and Usability week

Bom, chegou minha hora, este ano tenho a oportunidade de participar de 2 eventos no exterior.
A usability week, já famosa e conhecida pela maioria das pessoas que trabalha na área de usabilidade e arquitetura de informação e a UX intensive, que é mais parecido com um workshop onde você pode efetivamente botar a mão na massa e aprender fazendo não apenas ouvindo e teorizando.
Enquanto o mês de junho não chega estou afinando o inglês para não perder nenhum detalhe da minha visita a San Francisco!

Escolhi o seguinte programa :

UX Intensive 2009

Day One - Design Strategy. The most stellar design will fail to succeed unless it supports an underlying business strategy. Yet a business strategy is nothing but a plan until it connects with compelling solutions that actually appeal to the target customer. Whether you're a manager or an enterprising practitioner, this workshop provides you with the tools you need to put your designs into business. And vice versa. Led by Adaptive Path's Design Strategist,

Day Two - Design Research. To get through to your customers, you need to know exactly what makes them tick. And that means learning more than just the usual superficial characterizations. What do they want? Need? Crave? What are they really trying to do, and why? With the research frameworks and methods covered in this jam-packed workshop, you'll discover how to unearth deep, practical insights about the people you want to reach most. Guided by Adaptive Path's Experience Designer,

Day Three - Information Architecture. All the design strategy, user research and interaction design in the world isn't going to get customers to the information they need without a sound architecture to guide them. This lesson features an array of practical techniques to help you analyze, model and describe the content on your site. Taught by Kate Rutter, the Senior Practitioner at Adaptive Path

Day Four - Interaction Design. Once you've developed a strategy and completed your research, how do you make a product or service that both engages users and works well? It's up to you to transform the research data into an effective design, and then get that design built. In this session, you'll not only learn how to design for better interactions, you'll also learn how to become a better interaction designer. Led by Andrew Crow, a Senior Experience Designer at Adaptive Path.


Usability Week
June 22 - 24, 2009: Usability in Practice: 3-Day Intensive Camp
June 25, 2009: Fundamental Guidelines for Web Usability
une 26, 2009: Information Architecture 1 J
une 27, 2009: Mobile Usability


Se tiver algum brasileiro indo pra lá, entre em contato!!

Crise? Aqui na empresa ainda não!

O final do ano passado foi um momento apreensivo para todos, afinal, não se tinha certeza do que estaria nos aguardando em 2009 em relação a quantidade de projetos.
Bom, chegou o começo do ano e junto com ele uma série de testes de usabilidade. Coisa que não estávamos esperando. Geralmente é uma época em que fazemos muitos benchmarks, as empresas querem entender seu posicionamento no mercado em relação aos concorrentes e no segundo semestre é que os testes acontecem efetivamente.
Este ano não está sendo assim, começamos realizando muitos testes e para vários segmentos distintos.
Espero que continue neste caminho, assim podemos ampliar a equipe e ter mais gente trabalhando como especialistas em usabilidade para canais virtuais.